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Artigo Semanal

22/07/2017

Parece que Deltan Dallagnol, coordenador da força tarefa da Lava Jato, quer passar de perseguidor a perseguido.

 

Os procuradores da força tarefa da lava jato parecem que estão buscando um lugar ao sol no mundo da política, isso depois de passar os últimos dias, meses e anos criticando duramente o sistema. Parece que não só Rodrigo Janot quer um cargo em 2018, mas Deltan Dallagnol também.

 

O procurador usou da ironia para falar sobre o aumento de impostos promovido pelo governo de Michel Temer, disse ele: “é claro que os brasileiros vão compreender o aumento de impostos, desviam R$ 200 bilhões por ano praticando corrupção”.

 

Por mais que eu considere a medida do aumento de imposto totalmente errada e contra o discurso inicial do governo, eu sim posso falar e comentar sobre o tema, afinal é meu dever de oficio, sou jornalista e como diz Reinaldo Azevedo posso comentar sobre tudo, apesar de não o fazer, mas acima de tudo, não sou jurista, nem magistrado e tão pouco cuido de casos de corrupção sobre aqueles que faço os comentários.

 

Veja:

“Desviam 200 bilhões por ano praticando corrupção; deixam de aprovar no Congresso medidas anticorrupção; gastam mais do que devem inclusive via emendas milionárias para parlamentares a fim de comprar o apoio parlamentar para livrar Temer da acusação legítima por corrupção; e agora querem colocar a conta disso tudo no nosso bolso, aumentando impostos”.

 

“Toda vez que eu for abastecer o carro, que eu pensar na saúde e educação pobres, que eu topar com buracos em estradas e infraestrutura precária que prejudica investimentos, vou lembrar disso tudo. E em 2018 vou mostrar toda a minha compreensão do que está acontecendo e dar minha resposta contra os corruptos, como cidadão, nas urnas”.

 

Para começar parece que o procurador já está rezando a cartilha do populismo mais barato e asqueroso, sua fala no mínimo, deprimente nada mais é do que um prenúncio de uma provável candidatura.

 

Dallagnol deveria estar preocupado com os seus trabalhos como promotor, mas parece que há pouco trabalho para ele nos seus domínios, segundo que o decoro a um jurista é o que lhe resguarda de acusações como a de que Lula faz a Moro, de que sua condenação foi política, o caso Dallagnol é o responsável por acusar, ou coordenar quem é acusa, é inaceitável um comportamento desses.

 

Como diz o Ministro Gilmar Mendes, outro que comenta sobre tudo, os meninos da lava jato tem muito que aprender e Deltan tem que decidir se vai continuar combatendo o sistema ou se vai se unir a ele, é bem provável que se una, mas até lá é bom tomar tento e desempenhar o trabalho para qual é pago pela sociedade.

 

Vale lembrar também que o coordenador da força tarefa já entrou para um negócio que para Lula foi lucrativo, ele começou a dar palestras, por enquanto ele não cobra, mas é questão de tempo até o ego inflar, cuidado, Lula já foi condenado, não entre na fila dos perseguidos, depois de ser um perseguidor.

 

 

 

 

Jefferson Carvalho Potter
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