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Artigo Semanal

27/11/2017

Falta de referencial na política e a vez da população 

 

O dia 7 de abril de 2018 será a data limite para a homologação de filiações partidárias por parte da Justiça Eleitoral, o prazo dever ser observado de forma especial por àqueles que pretendem concorrer a um cargo eletivo. A disputa se dará pelas vinte e quatro (24) cadeiras na Assembleia Legislativa, oito (8) na Câmara dos Deputados, duas (2) de Senadores, uma (1) para Governador e Presidente da República. A falta de referencial na política a quatro meses de vencer o prazo surge como inspiração, pois novos nomes podem surgir para se por à disposição do eleitorado.

 

O combate à corrupção no país trouxe a tona à faceta negra da política em que líderes políticos de expressão nacional foram desmascarados, inclusive alguns estão presos à disposição da justiça. Nessa lista pode ser citado o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha, ex-governadores do estado do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e Anthony Garotinho. Além disso, as investigações puseram em cheque o ‘inabalável’ ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva e encerrou o sonho do senador Aécio Neves de chegar à presidência do Brasil.

 

Os eleitores observam os nomes da maioria dos detentores de mandatos eletivos serem ventilados com prática ilícita em todas as regiões do país, inclusive estes não sentem o menor constrangimento. Em Rondônia já foram destituídos do poder com forte atuação do Ministério Público os ex-presidentes da Assembleia Legislativa Marcos Donadon, Carlão de Oliveira e Valter Araújo. Os senadores Acir Gurgacz, Ivo Cassol e Valdir Raupp se mantêm firme no exercício do mandato, mas vez em quando se veem diante de altos e baixos ao travarem batalhas no judiciário.

 

Os caciques partidários se apoiam em decisões favoráveis do Supremo Tribunal Federal (STF), as quais muitas vezes se transformam em válvulas de escape para muitos mandatários permanecerem usufruindo do mandato. A alta corte do país no exercício das prerrogativas em algumas ocasiões não vem ao encontro dos anseios da sociedade, pois decidem contrários ao que a população imaginava que poderia ser feito justiça. Por outro lado, quando o conflito institucional fica evidenciado optam por uma alternativa política e não jurídica.

 

A estimativa é de que cerca de R$ 200 bilhões são desviados por ano dos cofres públicos causando prejuízo de investimentos em políticas públicas, em especial na área de saúde em educação. O esquema de desvio envolvendo a Operação Lava Jato via Petrobras revelou a engenharia envolvendo os principais partidos políticos, logo a falta de referencial se tornou evidente e é urgente uma resposta à altura por parte da população. As lideranças existentes, salvo raras exceções, perderam a vergonha de ter o nome envolvido em escândalos que cada vez mais são revelados.

 

O controle social coletivo dos pretensos candidatos deve ser exercido já a partir da exigência de um (1) ano de domicílio eleitoral, aos que deseje se filiar e concorrer nas eleições gerais que ocorrerá no dia 7 de outubro de 2018. Também é possível acompanhar a disputa por vagas nos encontros partidários e nas convenções partidárias, inclusive já conhecer a conduta dos que almejam obter um mandato eletivo antes da campanha eleitoral propriamente dita. Caso haja desconfiança, haverá tempo hábil para escolher uma nova opção.

 

Os eleitores devem a acompanhar o trabalho de cada político porque só assim não serão ludibriados na região de origem, principalmente quando os mandatários usam de subterfúgios condenáveis para enganá-los. Além dos veículos tradicionais de mídia é possível fazer uso das redes sociais de forma positiva, pois o combate à corrupção deve ser de iniciativa de cada brasileiro. Com isso, é possível identificar de forma antecipada quem legisla ou governa em causa própria para ser combatido em tempo hábil.


É preciso ter em mente que o uso de recursos de multimídia é fundamental para coibir comportamentos maléficos por parte de agentes públicos, mas a mobilização pessoal não deve ser ignorada por causa do poder de convencimento. A afinidade com as ações do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Ministério Público e com a imprensa é importante para fazer denúncias de desvio de conduta. Isso vale para o período pré e pós-convenção, a fim de haver um verdadeiro monitoramento contra más intenções.

 

Os detentores de mandato alvos de investigação dos órgãos de controles externos e da Polícia Federal, em especial os que já possuem condenação em primeira instancia procuram mudar a regra do jogo a todo instante. A ousadia consiste em obter vantagens em detrimento daqueles que se apresentam de forma coerente, mas que infelizmente são preteridos pelos próprios eleitores. Aliás, essa distorção de valores é que precisa ser revista pelos eleitores de uma forma geral.   

 

A nação brasileira está descolorida e não tremula no alto do mastro a bandeira de nenhum partido, mas é urgente que volte o orgulho do verde e amarelo principalmente porque será um ano de Copa do Mundo de Futebol. A eleição de 2018 será o teste para que a população permita um destino promissor para o país, mas se a escolha nas urnas for errada o Brasil permanecerá nas mãos de corruptos. Isso posto, a responsabilidade pelo crescimento econômico e social do Brasil está nas mãos de cada brasileiro que precisa valorizar a sua vez. 

 

 

David Rodrigues

 
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