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Artigo Semanal

19/03/2018

Lula e Bolsonaro são o que há de pior no jogo político contemporâneo

 

Como todos já sabem, minha ideologia se alinha muito mais à direita, do que à esquerda no espectro do pensamento político. Apoio medidas como transferência de renda aos que estão abaixo da linha da pobreza, ou o incentivo habitacional que é dado pelo governo, mas apenas como isso: plano de governo, e não plano de partido, de um partido em específico, o Partido dos Trabalhadores. 

 

A questão racial, de gênero e de "opção sexual", não entram na baila pois além de serem escolhas (os dois últimos) e fatores biológicos e genéticos (o primeiro) são questão de humanidade: o respeito não deve ou não deveria ser uma questão partidária. 

 

O ex-presidente Lula (PT), condenado em 1ª e 2ª instâncias à prisão, declarou nesta quinta-feira (25/01) que é pré-candidato à presidência da república, mas já disparou "que essa campanha não dependa só de mim e que vocês possam continuar se o pior acontecer", a declaração dada a seus militantes deixa claro três coisas: 1) Lula sabe que não estará nas urnas em outubro 2) ele deixa claro que o PT deve buscar um novo poste para que ele apoie 3) Lula já espera de bom grado sua prisão, apesar da retórica pesada e abismal. 

 

Do outro lado do tabuleiro da extrema-esquerda, algo que o PT retornou com o avanço da Lava Jato sobre o seu partido, a extrema-direita, representada por Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que nem de longe devia ser considerado de qualquer espectro da  direita, comemora. 

 

Nota: O PT em sua origem é de extrema-esquerda, o discurso radical foi abandonado durante a primeira eleição de Lula, com a famosa "Carta ao Povo Brasileiro", que nada mais foi um tiro de alerta de: "Calma, nossa prática vai ser diferente do discurso, votem em mim, me apoiem", direcionado ao mercado financeiro. 

 

Retomo, nos últimos dias o PT parece que enxergou em Bolsonaro alguma ameaça realmente concreta, quando não se ocupam de acusar a mídia ou a justiça do caos que se tornou o PT, os dois últimos presidentes petistas lançam suas artilharias contra o Louco do Rio. 

 

Dilma, já chegou a dizer que:

 

"Alguns anos atrás eu diria que seria impossível”, respondeu Dilma. “Agora, eu posso dizer que é muito possível. Na verdade, posso apontar alguns personagens similares a Trump”. 

 

E apontou, segundo o jornal norte-americano The Washington Post,  o prefeito de São Paulo, o tucano João Doria e Jair Bolsonaro, de extrema-direita, que já elogiou Trump publicamente, como os Trumps tupiniquins. 

 

Dilma também já colocou a culpa em outros pela ascensão do falso mito:

 

"Eles [PSDB] são tão irresponsáveis que acabaram por viabilizar o que há de mais conservador neste país, que é o Bolsonaro", disse ela.

 

Doria, nem de longe, pode ser comparado a Trump, tem mais sobriedade e nunca foi à falência com os seus negócios, já Bolsonaro é o mais perto da loucura americana que o Brasil pode experimentar. 

 

O líder do PT também já disparou contra Bolsonaro

 

"Tudo que eles [seus opositores] fizeram no país contra nós foi parir o Bolsonaro. Eles já sabem qual é o defeito do Bolsonaro. (...) É o que eles deixaram", disse.

 

Lula também não ficou atrás quando buscou um culpado pela rápida ascendência de Bolsonaro

 

"Ele não é resultado de mérito algum. Ele é resultado do ódio despejado pela rede globo na política desse país", declarou o agora condenado ex-presidente. 

 

Não é preciso aqui mostrar nem de longe o que Bolsonaro dispara nos últimos anos contra Lula e o PT, surpreende com uma estranheza peculiar o PT buscar outros culpados pela chegada meteórica de Bolsonaro aos palcos ilustres das políticas. Se tem um culpado nessa história o culpado é o próprio PT: que se valeu da condição de poder para dilapidar e mergulhar o país na crise em que estamos. O partido que tinha tudo para dar certo, mesmo que de modo errado, acabou se afundando na mesma lama na qual jogava seus opositores. 

 

O PT e Bolsonaro se retroalimentam, um falando mal do outro e esquecem que tem mais em comum do que se pensa, ambos são contra a privatização de estatais, ambos são contra as reformas trabalhista e previdenciária, ambos acham que são perseguidos pela mídia, e muitas outras semelhanças que coloca Jair Bolsonaro mais à esquerda do jogo do que à direita. A única diferença esta na aceitação das escolhas feitas pelos indivíduos, ou pelas questões biológicas e genéticas, Jair tem um histórico de racismo e homofobia que não irão se apagar jamais, o PT tem um histórico de aceitação das mesmas questões. 

 

E é isso, um único pingo d’água que coloca Jair no lado dos "conservadores". Desta feita Bolsonaro se tornou o símbolo da direita brasileira algo que eu digo, afirmo e reafirmo: NÃO É VERDADE. O candidato tem mais semelhanças com seus desafetos do que com o lado de cá do tabuleiro. 

 

Da maneira que se encaminham as coisas: ou teremos um condenado na presidência ou um louco. Lula e Bolsonaro  são o que há de pior no jogo político contemporâneo. Com o perdão do trocadilho e se nenhuma alternativa aparecer até lá, é melhor já ir se acostumando. 

 

Nota: uma pergunta ou ligação que sempre me fazer quando me posiciono à direita é: você apoia o Bolsonaro? Você vota no mito? E sem pensar minha resposta sempre foi e sempre será: NÃO! 

 

No que tange a isso os meus ideais se alinham mais ao Partido Novo que anunciou João Amoêdo como pré-candidato à presidência, por hora, essa é minha escolha pessoal de candidato. 

 

Por hora vamos esperar para onde se encaminha o navio chamado Brasil. 

 

 

 

Jefferson Carvalho Potter

 
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