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Artigo Semanal

28/07/2018

Prato do melhor banquete não foi a cabeça do Confúcio, mas sim a união do MDB

 

Imagem reprodução (Rede Social)

 

Convencionais aprovam chapa majoritária puro-sangue entre tapas e beijos

 

As convenções partidárias avançam e a população acompanha desconfiada o que sucede entre os próprios ‘aliados’ políticos, pois ensaios de traições ocorrem na maioria das legendas de Rondônia. O prato do melhor banquete tanto anunciado não foi a cabeça do ex-governador Confúcio Moura, mas sim o da união do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

 

A sede do partido em Porto Velho foi marcada por conflitos entre as correntes internas desde o início da manhã de sábado (28), em momento de maior tensão houve troca de socos entre correligionários. O presidente Tomás Correia chegou a desferir um tapa na face do ex-secretário da Casa Civil Emerson Castro, mas entre tapas e beijos aprovaram a chapa majoritária puro-sangue.

 

O clima hostil já era esperado porque os partidários ligados ao Senador Valdir Raupp intencionavam aprovar um único nome para concorrer ao Senado Federal, mas os entusiastas da pré-candidatura de Confúcio Moura não baixaram a guarda. A artilharia foi acionada antes desde dia ‘D’, pois através das redes sociais era possível acompanhar o desgaste através do fogo amigo.

 

O desdobramento pode ser entendido como uma analogia da música do saudoso cantor Raul Seixas através da música Metrô Linha 743, pois há quem veja as duas pré-candidaturas ao Senado pelo MDB arriscada demais. Os ‘canibais’ passaram a desejar a cabeça de Confúcio em um prato, mas o político pensador percebeu a tramoia e saiu da trincheira.

 

Os passos tranquilos de outrora ao andar pelo estado visitando correligionários deu lugar a ações apressadas, pois sabia que estava sendo vigiado pelos ‘adversários’ dentro do próprio partido. Dado ao verso, não teve dificuldade em compreender que sua cabeça estava sendo desejada em um prato. Inclusive, o banquete seria o cenário armado na convenção.

 

Com uma vasta experiência de estratégia política resolveu não ficar parado às investidas contra o projeto de concorrer ao Senado, por isso, imediatamente quebrou o silêncio característico diante de mais um desafio em sua vida. Logo, foi enquadrado por emissários do grupo opositor que desejavam saber o que ele andava pensando em relação ao xadrez político de 2018.

 

Confúcio foi oficialmente comunicado da possibilidade de ser preterido na convenção, mas avaliou a sua trajetória política e achou que não merecia sair pela porta do fundo de uma legenda que sempre foi filiado. Decidiu não aceitar ser servido à mesa sem antes lutar, por isso, mobilizou simpatizantes e se municiou de cartas valiosas para o dia ‘D’.

 

Nesse ínterim pensava na iniciativa de ser engolido pelo grupo opositor favorável a uma única pré-candidatura ao Senado, a fim de favorecerem apenas o Senador Valdir Raupp. Todavia, diante do campo minado percebeu algumas fragilidades em quem armava contra ele e foi se fortalecendo. Chegada a hora, aconselhou os apoiadores mais próximos e foi para o embate.

 

O encontro na sede do MDB estava sendo aguardado com ansiedade porque todos queriam saber do desfecho, principalmente depois de tantas especulações na imprensa e rede social. Aberto os trabalhos a temperatura esquentou, pois os correligionários de Confúcio não se agradaram das atitudes dos dirigentes. Inclusive, em dado momento foi necessário a presença da Polícia Militar.

 

O processo democrático interno da legenda foi respeitado mesmo havendo agressão física, porta de vidro quebrada e esforço redobrado por parte da segurança. A estratégia de Confúcio Moura deu certo e ‘fumou o cachimbo da paz’ com Valdir Raupp, inclusive com o governadorável Maurão de Carvalho. Pôr fim, os 130 convencionais apenas homologaram a chapa puro-sangue.

 

 

 

 

David Rodrigues

 
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