Projeto orienta para recuperação de áreas com rentabilidade

06/04/2017   11:01

Árvores nativas garantem vida longa à nascente de água no sítio do seu Arnaldo, em Cujubim Foto: Rioterra

 

Extensão rural realizado pela Rioterra oferece técnicas sustentáveis para aumento de renda

 

O trabalho de recuperação de áreas degradadas realizado pelo Centro de Estudos (CES) Rioterra no entorno da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, tem contribuído para a difusão de técnicas agrícolas sustentáveis, como a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs).

 

“Acho que a questão ambiental tem que estar associada à produção. Quando se cultiva castanha, açaí e outras árvores, leva tempo para se conseguir um valor compensatório, e aí o agricultor acaba desistindo. Por isso, se tem a ideia de que preservar não compensa financeiramente”, considera o produtor Franklin Ferreira, agricultor familiar de Itapuã do Oeste, beneficiário do projeto.

 

O uso dos Sistemas Agroflorestais é uma novidade na região de abrangência do projeto, municípios de Itapuã, Cujubim e Rio Crespo, onde predomina a pecuária extensiva. “Queremos mostrar a possibilidade de se recuperar áreas abandonadas proporcionando adequação às atuais leis ambientais e ao mesmo tempo gerar renda, sem a necessidade de avanços sobre a floresta”, explica o coordenador de projetos da Rioterra, Alexis Bastos.

 

O “Semeando Sustentabilidade” proporciona aos seus beneficiários todas as condições necessárias para a recuperação de áreas, incluindo o trato da terra e o acompanhamento de técnicos que orientam os produtores para o bom aproveitamento das áreas trabalhadas.  

 

 “Eu sabia que tinha que preservar, mas por conta própria ficaria caro e talvez eu nem tivesse feito a recuperação da área”, afirma o produtor Arnaldo Souza Miranda, beneficiário do projeto há quatro anos. Hoje ele comemora a proteção de uma importante nascente de água do sítio de sua propriedade, em Cujubim. “Para mim, o projeto foi muito importante porque aprendi como preservar as coisas. O reflorestamento evita a erosão, limpa as nascentes e a água flui melhor. Pretendo dar continuidade ao trabalho”, afirma o agricultor.

 

 

 

 

Por: Ana Aranda

 

 

 


 
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