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Putin apoia ‘pessoa diabólica’, diz Trump sobre Assad

12/04/2017   15:38

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Jim Bourg/Reuters)

 

O presidente americano ainda chamou o ditador sírio de "animal"

 

Por Da redação

 

Estados Unidos e Rússia voltaram a se atacar publicamente nesta quarta-feira por conta do envolvimento dos dois países na guerra da Síria, onde Washington luta para derrubar o ditador Bashar Assad, enquanto Moscou deseja mantê-lo no poder.

 

Em entrevista à emissora Fox, o presidente americano Donald Trump chamou o ditador sírio de “animal” e disse que o Kremlin dá apoio a uma pessoa “diabólica” e “muito negativa para o gênero humano”. Por sua vez, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou ao canal local MIR que as relações entre os dois países “pioraram” desde a posse do republicano.

 

“Podemos dizer que o nível de confiança, sobretudo no plano militar, não melhorou. Aliás, piorou”, salientou. As declarações foram dadas enquanto acontece uma visita do secretário norte-americano de Estado, Rex Tillerson, a Moscou e ainda no calor do bombardeio dos EUA contra uma base militar na Síria.

 

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Recebido pelo ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, Tillerson agradeceu pelo encontro e destacou que é preciso encontrar “áreas de interesse comum”. “As nossas linhas de comunicação permanecerão sempre abertas”, garantiu.

 

Já Lavrov afirmou que os EUA não podem fazer outros ataques à Síria e que o governo russo ainda precisa entender quais são as reais intenções de Washington após “algumas informações contraditórias”. O ministro se referia à mudança de postura da Casa Branca em relação a Assad, cujo destino declaradamente não estava entre suas prioridades até o ataque químico atribuído a Damasco.

 

Existe a possibilidade de que Tillerson seja recebido pelo próprio Putin nesta quarta-feira. Ex-CEO da multinacional de petróleo ExxonMobil, o secretário de Estado já foi condecorado na Rússia e sempre manteve boas relações com o Kremlin. No entanto, em janeiro passado, disse que Moscou representava um “perigo” para os EUA.

 

 

 

 

Fonte: Veja.Abril (Com ANSA)

 

 

 


 
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