Dias melhores para conservação do solo em Rondônia

14/04/2017   11:05

Plantio de árvores nativas favorece recuperação de áreas degradadas    - Foto Rioterra

 

Dia Nacional de Conservação do Solo, 15 de abril, foi criado como um alerta para a necessidade de cuidar deste bem precioso.

 

Comemorado no dia 15 de abril, o Dia Nacional de Conservação do Solo serve como um alerta para a falta de cuidado com que a sociedade brasileira, de uma maneira geral, vem tratando deste bem tão precioso.  A data foi criada para conscientizar a população sobre a necessidade de utilizá-lo de forma correta, garantindo a sua conservação. “As pessoas esquecem que do solo depende a nossa vida”, ressalta o coordenador do Centro de Estudos Rioterra, Alexis Bastos.  A entidade desenvolve em Rondônia o projeto ‘Semeando Sustentabilidade’, voltado para a recuperação e conservação do solo, através da disseminação de técnicas agroecológicas. “Espera-se com tais práticas melhorar a produção e utilizar áreas que haviam sido abandonadas evitando avanços sobre a floresta na Amazônia” complementou Alexis. O projeto Semeando Sustentabilidade é patrocinado pela Petrobras, através do programa Petrobras Socioambiental.

 

Condição indispensável para a vida do homem no planeta, o solo é um recurso finito, limitado e vem sendo degradado de forma cada vez mais rápida, o que potencialmente ameaça a sua capacidade de regeneração, que é extremamente lenta, provocando a temida desertificação, fenômeno existente em Rondônia. Esse fator é agravado ao se considerar o quão recente é a ocupação do solo para atividades agrícolas no estado.

 

O projeto Semeando Sustentabilidade atua junto a agricultores familiares dos municípios de Rio Crespo, Cujubim e Itapuã do Oeste, no entorno da Floresta Nacional do Jamari, levando até eles, de forma gratuita, as condições necessárias para a recuperação de áreas degradadas com a implantação dos Sistemas de Agroflorestais (SAFs). Os SAFs consorciam o plantio de árvores florestais nativas, com espécies permanentes (ambas observam o potencial econômico), capazes de gerar renda em áreas menores. Tais arranjos ainda permitem o cultivo de lavouras O projeto é uma iniciativa inédita na região de abrangência do projeto, onde a paisagem é dominada por atividades extensivas, como a pecuária bovina e o cultivo de soja.

 

 

 

 

Fonte: AI – Ana Aranda

 

 

 


 
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