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Preso na China, nobel da Paz Liu Xiaobo está em estado crítico

10/07/2017   10:58

Liu recebe tratamento contra câncer, em vídeo divulgado pelo governo chinês (EYE PRESS NEWS/AFP)

 

Escritor e dissidente é vítima de um câncer de fígado em fase terminal

 

Por Da Redação

 

O dissidente e escritor chinês Liu Xiaobo, 61 anos, está em “estado crítico”, conforme anunciou nesta segunda-feira (10) o hospital em que o Prêmio Nobel da Paz de 2010 está internado desde que saiu da prisão, na China. Xiaobo é vítima de um câncer de fígado em fase terminal.

 

A equipe médica do Hospital Universitário de Shenyang disse que está preparada para transferir Liu Xiaobo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

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Os últimos exames revelam que o tumor aumentou e que Liu apresenta um quadro de pressão baixa e de insuficiência renal.

 

Várias organizações de defesa dos direitos humanos e familiares acusam o governo chinês de ter esperado que seu estado de saúde piorasse para, então, libertá-lo.

 

As autoridades garantem que Liu está sendo atendido por renomados oncologistas.

 

No sábado, o hospital de Shenyang declarou que o paciente não poderia ser transladado para o exterior, contrariando seu desejo. O Nobel havia pedido para ser tratado fora da China.

 

No domingo (9), médicos americanos e alemães que examinaram o escritor e afirmaram que ele poderia viajar “sem perigo”.

 

Em 2009, o ativista foi condenado a 11 anos de prisão, acusado de “subversão” após reivindicar reformas democráticas no país.

 

Ele foi um dos autores da chamada Carta 08, um manifesto que exigia a realização de eleições livres. Durante a cerimônia de entrega do Nobel em Oslo, em 2010, foi representado por uma cadeira vazia. Na ocasião, o governo chinês chamou a distinção de obscena.

 

O dissidente foi detido pela primeira vez após os célebres protestos do movimento estudantil na Praça da Paz Celestial, em Pequim, em junho de 1989, violentamente reprimidos pelo governo. Entre 1996 e 1999, foi enviado a um campo de “reeducação pelo trabalho” por defender a reforma política e a libertação dos estudantes que participaram dos protestos de 1989 que permaneciam presos.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Veja.Abril 

 


 
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