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Lançamento do livro “Existe índio gay?” será nesta quinta-feira, 9, em Porto Velho

09/11/2017   13:07

 O livro “Existe índio gay?” - a colonização das sexualidades indígenas no Brasil”, de autoria do professor Estevão R. Fernandes, docente do Curso de Ciências Sociais da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR), será lançado nesta quinta-feira, dia 9, às 17h30, na Livraria Exclusiva, na Av. Carlos Gomes, nº 2340, em Porto Velho.


A obra, inscrita no ISBN sob o número 978-85-5507-889-7, é a primeira sobre o tema sexualidades indígenas escrita em língua portuguesa, segundo informações do autor. Possui cerca de 250 páginas e não se direciona somente ao público acadêmico e especialista, mas também aos interessados em questões referentes à história do Brasil, colonialismo, gênero e antropologia, por exemplo.


O livro integra a Coleção "História das sexualidades brasileiras", da Editora Prismas, e conta com uma apresentação escrita por Paulo Souto Maior, doutorando em História pela Universidade Federal de Santa Catarina, historiador e organizador da Coleção, além do prefácio escrito pelo professor Cristhian Teófilo da Silva, da Universidade de Brasília.


A estrutura do livro inclui tanto capítulos mais teóricos, sobre como opera e no que consiste a "colonização das sexualidades indígenas", quanto capítulos mais históricos e etnográficos, fazendo farto uso da literatura disponível sobre colonialismo, catequização, políticas indigenistas e etnologia e história dos povos indígenas no Brasil. O trabalho conta ainda com capítulos dedicados às críticas two-spirit (indígenas queer norte-americanos), bem como apresenta reflexões mais amplas sobre os próximos desafios a serem enfrentados por pesquisadores, ativistas e interessados em geral na temática.


O livro também está disponível na página da Editora Prismas, neste link.

Resumo da obra - Este livro é uma tentativa de entender o percurso por trás da pergunta “Existe índio gay?”, tantas vezes ouvida durante a ampla pesquisa feita pelo autor, focando na colonização das sexualidades indígenas na história brasileira. O livro, voltado também para não especialistas, busca fazer com que pessoas interessadas no tema possam pensar questões relacionadas às origens da homofobia e do racismo no Brasil. Uma das coisas demonstradas aqui é como os vários povos indígenas no país aceitavam, sem maiores problemas, um conjunto de práticas às quais o colonizador viria a se opor por não se enquadrarem em seus modelos de sexualidade, moral, religiosidade ou ciência. Em resumo: a homofobia chegou nas caravelas, e por aqui ficou. Assim, a colonização impôs a esses povos um sistema moral no qual a sociedade colonizadora se baseava - e ainda se baseia. Nesse sentido, a sexualidade possui um papel fundamental para a compreensão desses mecanismos de dominação sobre a vida cotidiana, do imaginário e da memória. Dito isso, fica claro que este livro não é apenas sobre homossexualidade indígena, mas sobre o que podemos aprender com o percurso que levou à heterossexualização forçada desses povos.



 

Fonte: UNIR

 


 
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