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Eleições Gerais: Aparato de inteligência visa coibir notícias plantadas como verdades que viralizam

04/01/2018   16:08

 

Órgãos governamentais almejam combater a proliferação de “Fake News”

 

Em 2018 haverá eleições gerais no Brasil para a eleição do Presidente da República, Governadores, Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Os órgãos governamentais almejam combater a proliferação de “Fake News”, ou seja, notícias falsas ou plantadas como verdades que viralizam nas redes sociais. Para tanto, um aparato de inteligência está sendo organizado para coibir essa prática que se tornou um problema em escala mundial.

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contará com integrantes da Polícia Federal, Exército e da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) para impedir a influência externa no resultado das eleições. O objetivo é evitar que se repitam as suspeitas que até hoje recaem após a vitória do presidente dos Estados Unidos, o Republicano Donald Trump. Em 2016 dezenas de sites publicaram conteúdo difamatório contra a Democrata, Hillary Clinton.

 

As notícias falsas compartilhadas por milhões de internautas no Brasil vêm sendo alvo de estudos pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP), inclusive há registros em grau menor já nas eleições de 2014. Todavia, com a polêmica da influencia direta na eleição americana por meio de “Fake News”, o combate a essa prática se tornou primordial.

 

As “Fake News” podem ser utilizadas em vários contextos, mas na política se transforam em armas para perpetuar no poder grupos econômicos em detrimentos de outros. Em geral, correligionários de determinado candidato fazem que conteúdos difamatórios contra o adversário viralizem nas redes sociais. Além disso, há muitas pessoas que desavisadas e/ou sem o devido conhecimento findam compartilhando.

 

A Força-Tarefa constituída por representantes de diversas instituições governamentais objetivam conscientizar representantes da Google e do Facebook, a fim de obterem um acordo no combate a campanhas de difamação via notícias falsas. Também visam à regulamentação no Congresso Nacional que identifique os autores e quem compartilha, com o intuito de responsabilizá-los e tornar o pleito equilibrado. 

 

 

 

 

Autor: RONDONIANOAR


 
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