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Seas foca em prevenção para baixar o índice de violência contra a mulher em Rondônia

14/03/2019   20:06

Liana Almeida (primeira à direita) em Audiência Pública na Câmara de Vereadores

 

Adjunta participou de Audiência Pública na Câmara de Vereadores

 

As estatísticas não mentem e apontam Rondônia como um dos Estados mais violentos do Brasil na tratativa com as mulheres, por isso, a Secretaria de Estado de Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas) foca em prevenção para baixar o índice de violência contra a mulher. De acordo com dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), houve um salto do quinto para o quarto lugar no ranking nacional.

 

As medidas estão em curso e será viabilizada uma Central de Atendimento à Mulher, a fim de possibilitar a humanização às vítimas de violência porque isso vem de encontro ao sofrimento que elas são submetidas. As iniciativas para o alcance das metas passam por campanhas continuadas de conscientização defendidas pela Secretária, Luana Rocha. Há uma preocupação com àquelas mulheres agredidas que dependem financeiramente do companheiro, por isso, está sendo projetado mecanismos de alternativa de renda para que se tornem independentes.

 

A questão sentimental é outro ponto preocupante porque muitas vezes a mulher agredida reata com o agressor, inclusive quando já se encontra com medida protetiva autorizada pelo Judiciário. As palestras educativas servem como recursos no processo de conscientização, inclusive deixando claro que há uma tendência em todo Brasil de ser aprovada Leis que proíbe a nomeação em cargos comissionados em todas as esferas de poder de pessoas condenadas na Lei Maria da Penha.

 

A Secretária Adjunta, Liana Almeida, acredita que a partir da penalidade, o homem vai pensar duas vezes antes de agredir uma mulher. Por outro lado, é preciso levar em consideração os problemas psicológicos envolvidos porque muitas pessoas agem por traumas que trazem da infância. A importância da restauração do ambiente familiar é levado em consideração, pois o aprendizado educativo dos filhos tem que partir da própria família.  

 

Essa visão de trabalho da Seas foi socializada na Audiência Pública voltada para essa problemática, a qual foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores da Porto Velho na tarde de quarta-feira (13). Na ocasião, houve o debate sobre a possiblidade do uso do aplicativo de alerta de violência - Elas. “É um aplicativo importante, porém, a gente precisa saber se a partir do momento que a mulher aciona esse aplicativo, ela vai ter a reposta e como vai ser o atendimento dessa mulher” disse a secretária adjunta.  

 

Além desta implantação de aplicativo que foi discutida, há outros que as mulheres podem se valer para emitir o sinal de alerta de perigo às autoridades. É possível acionar um dispositivo online que possui um resultado semelhante, mas o maior problema é ver a causa e não os efeitos porque tudo que já foi feito aponta para o cenário da violência. Diante dessa realidade, concluiu Liana Almeida: “se a gente não trabalhar a causa, a gente não vai realmente chegar ao que a gente precisa - que é sair desse ranking em relação a violência contra a mulher”.   

 

 

 

Autor: RONDONIANOAR 

 


 
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