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MEIO AMBIENTE: Seminário do REDD+ Rondônia discute Governança Climática em Porto Velho

22/10/2019   21:39

A manutenção da floresta intacta gera créditos de carbono que incentiva e financia a vida no campo

 

Sob coordenação da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Rondônia sedia nesta quarta-feira (23), em Porto Velho, o seminário aberto “Oportunidades REDD+ Rondônia para a Amazônia”, que reúne autoridades de órgãos ambientais de todo o país, para discussão do tema que passa por um grande projeto de governança climática para o planeta, amparado, no caso da Amazônia, pela proposta sustentável da utilização dos créditos de carbono, que financia e protege a vida na floresta.

Anfitrião do evento, o titular da Secretaria, Elias Rezende, fará abertura do seminário no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com a presença dos parceiros, em especial do presidente do Fórum dos Secretários de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e do secretário executivo do Green Climate Fund Brasil (Fundo Verde do Clima), Carlos Aragon. Nesta mesma solenidade a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRIO), parceiro importante do REDD+, fará o lançamento da plataforma online de Ativos Ambientais, e será dada posse aos membros do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas.

De acordo com o secretário adjunto da Sedam, Edgard Menezes, Rondônia vai receber os principais parceiros do projeto no Brasil, entre eles, o Instituto da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRIO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ação Ecológica Guaporé (Ecoporé), Centro de Estudos da Cultura e Meio Ambiente da Amazônia (Rio Terra), Associação de Defesa Etnoambiental (Kanindé) e Instituto de Conservação e Desenvolvimento Ambiental do Amazonas (Idesam), além de autoridades e especialistas que estarão no debate do tema.

 

REDD+ RONDÔNIA

Importa destacar que o REDD+ é um projeto de interesse planetário, que conta com a participação das principais organizações e países que adotam ou têm políticas públicas dirigidas ao desenvolvimento sustentável e proteção ambiental em todo mundo. Trata-se, na verdade, de um  projeto de governança climática que nasceu exatamente da exigência de uma política pública sugerida pela Força Tarefa de Governadores para o Clima e Floresta (CGF), organização internacional da qual o Estado de Rondônia é signatário, e que trabalha para proteger as florestas tropicais, reduzir as emissões de gases de efeito estufa resultantes do desmatamento e da degradação florestal, e para promover ações concretas para o desenvolvimento de atividades compatíveis com a manutenção das florestas.

O conjunto ou a amplitude conceitual desse projeto (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal – REDD) contempla importantes iniciativas de proteção ambiental, e uma delas é a concepção e incentivo ao emprego do projeto de crédito de carbono, que consiste na redução compensada de emissões (de gases), isto é, o projeto paga ao produtor rural que mantiver suas áreas de florestas intocadas, protegidas, sem risco de emissão de gases do efeito estufa, que desestabilizam o clima no planeta – alta das temperaturas.

Ressalte-se, por oportuno, que o Projeto de Governança Climática foi criado em 2008, com base em um memorando de entendimentos assinado por 38 estados e províncias do Brasil, Colômbia, Costa do Marfim, Equador, Espanha, Estados Unidos, Indonésia, México, Nigéria e Peru, visando promover a cooperação em assuntos relacionados à mudanças climáticas, controle do desmatamento, novas tecnologias e políticas públicas. No Brasil, os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Rondônia, Roraima e Tocantins são parte e adotam o projeto de Gestão e Governança Climática.

 

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Fonte
Texto: Cleuber Rodrigues Pereira
Fotos: Rosinaldo Machado e arquivo Secom
Secom - Governo de Rondônia

 

 


 
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